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Quando Usar Desparasitante Interno e Externo em Cães e Gatos

Por que é Importante Desparasitar o seu Animal de Estimação?

A desparasitação regular de cães e gatos é uma das medidas de saúde preventiva mais importantes que um tutor pode tomar. Os parasitas — sejam internos, como vermes intestinais, ou externos, como pulgas, carraças e piolhos — não representam apenas um risco para o bem-estar do animal: alguns podem também ser transmitidos ao ser humano, tornando este cuidado uma questão de saúde pública.

Apesar de parecer simples, a desparasitação levanta muitas dúvidas: com que frequência deve ser feita? Qual a diferença entre desparasitação interna e externa? Podem ser usadas em simultâneo? Neste artigo, respondemos a todas estas questões de forma clara e responsável.

Desparasitação Interna: O que é e Quando Usar

A desparasitação interna visa eliminar parasitas que habitam o interior do organismo do animal, principalmente no sistema gastrointestinal. Os mais comuns são os nemátodes (áscaris, ancilostomídeos), os céstodes (tenias) e os protozoários.

Sinais de que o seu animal pode ter parasitas internos

  • Barriga distendida, especialmente em cachorros e gatinhos
  • Perda de peso sem causa aparente
  • Pelagem sem brilho e opaca
  • Diarreia ou vómitos frequentes
  • Presença visível de parasitas nas fezes ou à volta do ânus
  • Arrastar a zona anal no chão

Com que frequência desparasitar internamente?

As recomendações gerais dos veterinários são as seguintes:

  • Cachorros e gatinhos: a partir das 2 semanas de vida, repetindo a cada 2 semanas até aos 2-3 meses de idade, e depois mensalmente até aos 6 meses.
  • Adultos com acesso ao exterior: pelo menos a cada 3 meses (4 vezes por ano).
  • Adultos de interior sem contacto com outros animais: pelo menos 2 vezes por ano, idealmente 4.
  • Animais de alto risco (que caçam, comem presas ou têm contacto frequente com crianças): pode ser recomendada desparasitação mensal.

Para gatos, uma opção prática e eficaz é a Profender SpotOn para Gatos 2,5–5 kg, uma solução de aplicação tópica (pipeta) que elimina vermes intestinais sem necessidade de administrar comprimidos — ideal para felinos mais resistentes à medicação oral.

Desparasitação Externa: O que é e Quando Usar

A desparasitação externa protege o animal contra ectoparasitas — organismos que vivem na superfície corporal ou que se alimentam do seu sangue. Os principais são as pulgas, as carraças, os piolhos e os ácaros (causadores de sarna).

Por que as pulgas e carraças são tão perigosas?

Para além do desconforto e das reações alérgicas que provocam, estes parasitas podem transmitir doenças graves. As carraças, por exemplo, são vetores de doenças como a babesiose e a erliquiose em cães, e as pulgas podem transmitir tenias. Em Portugal, o risco é particularmente elevado durante os meses mais quentes, embora deva ser mantida a proteção durante todo o ano.

Formas de desparasitação externa

Existem várias opções no mercado, cada uma com as suas vantagens:

Com que frequência desparasitar externamente?

  • Pipetas: geralmente mensalmente, conforme indicação do produto.
  • Coleiras: a proteção pode durar entre 4 a 8 meses, dependendo do produto.
  • Comprimidos de ação rápida: usados pontualmente, em casos de infestação ou antes de viagens para zonas de risco.

Podem ser Usados em Simultâneo os Desparasitantes Internos e Externos?

Em geral, sim — mas deve sempre confirmar com o seu médico veterinário ou farmacêutico antes de combinar produtos. Alguns desparasitantes externos já incluem ação parcial contra certos parasitas internos, por isso é importante conhecer bem a composição de cada produto para evitar duplicações ou interações.

Dicas Práticas para uma Desparasitação Eficaz

  • Registe as datas de cada desparasitação num caderno ou na aplicação do veterinário.
  • Desparasite também o ambiente doméstico (tapetes, almofadas, camas do animal) em caso de infestação por pulgas.
  • Lave regularmente as roupas de cama e acessórios do animal.
  • Não utilize produtos destinados a cães em gatos — alguns ingredientes são tóxicos para os felinos.
  • Consulte o seu veterinário para um plano de desparasitação personalizado, especialmente em animais gestantes, muito jovens ou com problemas de saúde.

Conclusão

A desparasitação interna e externa regular é um pilar fundamental na saúde preventiva de cães e gatos. Ao manter um calendário rigoroso e ao escolher os produtos adequados para cada situação e espécie, está a proteger não só o seu animal, mas também toda a família. Em caso de dúvida, o farmacêutico ou o veterinário estão sempre disponíveis para o aconselhar da melhor forma.

Perguntas frequentes

Com que idade se pode começar a desparasitar um cachorro ou gatinho?

A desparasitação interna pode iniciar-se a partir das 2 semanas de vida em cachorros e gatinhos. A desparasitação externa deve ser iniciada de acordo com a idade mínima indicada em cada produto — consulte sempre o veterinário ou o farmacêutico para confirmar a adequação do produto à idade e peso do animal.

Posso usar o mesmo desparasitante no meu cão e no meu gato?

Não. Muitos produtos são espécie-específicos e alguns ingredientes seguros para cães podem ser altamente tóxicos para gatos. Utilize sempre produtos formulados especificamente para a espécie do seu animal e respeite as indicações de peso e idade.

É necessário desparasitar um gato que vive exclusivamente em casa?

Sim. Mesmo que o gato não saia ao exterior, pode entrar em contacto com parasitas através de outros animais, de roupas ou de calçado de pessoas que saem à rua. A desparasitação interna mínima recomendada é de 2 vezes por ano, e a externa deve ser avaliada caso a caso com o veterinário.

Quanto tempo devo esperar após a desparasitação externa para dar banho ao meu animal?

Depende do produto utilizado. No caso das pipetas, recomenda-se aguardar pelo menos 48 horas após a aplicação antes de dar banho ao animal. Leia sempre o folheto informativo do produto e, em caso de dúvida, consulte o farmacêutico.

As coleiras antiparasitárias substituem as pipetas?

As coleiras e as pipetas têm mecanismos de ação distintos e podem ser complementares. Algumas coleiras oferecem proteção alargada contra carraças, flebótomos e mosquitos, enquanto as pipetas podem ser mais indicadas para pulgas em certas situações. A combinação ideal depende do estilo de vida do animal e deve ser discutida com um profissional de saúde animal.

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