Portes Grátis em Compras Superiores a 55€ para Portugal Continental (Exceto Artigos Selecionados) 🇵🇹

Suplementos com 50% de Desconto

Neutrogena com 40% de Desconto

O Que São Anti-Histamínicos e Como Funcionam

O Que É a Histamina e Qual o Seu Papel no Organismo

Para perceber o que são anti-histamínicos, é essencial começar pela substância que lhes dá nome: a histamina. Trata-se de um composto químico produzido naturalmente pelo organismo, libertado por células do sistema imunitário — em especial os mastócitos — em resposta a determinados estímulos, como alergénios, infecções ou lesões físicas.

Quando libertada, a histamina liga-se a receptores específicos (H1, H2, H3 e H4) presentes em diferentes tecidos do corpo. A activação dos receptores H1, por exemplo, é responsável por grande parte dos sintomas alérgicos que conhecemos bem: comichão, espirros, olhos lacrimejantes, rinorreia e urticária. Noutras situações, a histamina tem funções fisiológicas normais, como estimular a produção de ácido gástrico (via receptores H2).

O Que São Anti-Histamínicos

Os anti-histamínicos são medicamentos que actuam bloqueando os receptores da histamina, impedindo que esta exerça o seu efeito. Ao ocuparem os receptores sem os activar, reduzem ou eliminam os sintomas associados à libertação excessiva de histamina. São, por isso, amplamente utilizados no tratamento de condições alérgicas.

Importa sublinhar que os anti-histamínicos não eliminam a histamina do organismo nem tratam a causa subjacente da alergia — ajudam a controlar os sintomas enquanto o episódio alérgico decorre. O seu uso deve ser sempre orientado por um médico ou farmacêutico, especialmente em populações especiais como crianças, grávidas ou idosos.

Gerações de Anti-Histamínicos: Quais as Diferenças?

Anti-Histamínicos de Primeira Geração

Os anti-histamínicos mais antigos, conhecidos como de primeira geração, atravessam a barreira hematoencefálica com facilidade, o que significa que actuam também no sistema nervoso central. Esta característica explica o efeito sedativo frequentemente associado a estes fármacos — sonolência, lentidão de raciocínio e boca seca são efeitos secundários comuns. Apesar disso, essa sedação pode ser aproveitada em contextos específicos, como em casos de enjoo do movimento ou perturbações do sono de curta duração.

Um exemplo da aplicação clínica desta geração está nos medicamentos para o enjoo durante viagens. Se procura uma solução para esta situação, os Urgo Enjoo do Movimento Chupa-Chupas são uma opção prática, especialmente para os mais novos.

Anti-Histamínicos de Segunda Geração

Os anti-histamínicos de segunda geração foram desenvolvidos para minimizar os efeitos sedativos. Atravessam a barreira hematoencefálica em muito menor grau, pelo que têm uma acção mais selectiva sobre os receptores H1 periféricos. São hoje os mais prescritos para o tratamento da rinite alérgica, urticária crónica e conjuntivite alérgica, por apresentarem um perfil de segurança mais favorável no uso diurno. Exemplos comuns incluem a cetirizina, a loratadina e a bilastina.

Para Que Servem os Anti-Histamínicos?

Os anti-histamínicos têm aplicação em várias situações clínicas. As mais frequentes incluem:

  • Rinite alérgica (sazonal ou perene) — espirros, congestão nasal, prurido nasal;
  • Conjuntivite alérgica — olhos vermelhos, com comichão e lacrimejamento;
  • Urticária e angioedema — erupções cutâneas pruriginosas;
  • Dermatite atópica — como adjuvante no alívio do prurido;
  • Reacções alérgicas ligeiras a moderadas — a alimentos, insectos ou medicamentos;
  • Enjoo do movimento — em particular os de primeira geração com propriedades anticolinérgicas;
  • Insónia de curta duração — em formulações específicas, sempre com indicação adequada.

No caso de sintomas como congestão nasal intensa associados a rinite alérgica, pode ser necessário complementar a terapêutica com um descongestionante nasal. O Actifed Spray Nasal Descongestionante é uma opção disponível em farmácia, embora o seu uso deva ser limitado no tempo e sempre supervisionado por um profissional de saúde.

Para a irritação ocular causada pela alergia, um colírio hidratante pode ajudar a aliviar o desconforto. O Hylo Comod Colírio é uma solução lubrificante que pode complementar o tratamento dos sintomas oculares.

Como São Administrados os Anti-Histamínicos?

Estes medicamentos estão disponíveis em várias formas farmacêuticas, adaptadas a diferentes necessidades e faixas etárias:

  • Comprimidos e cápsulas (oral);
  • Xaropes e soluções orais (especialmente para crianças);
  • Colírios (para sintomas oculares);
  • Cremes e loções tópicas (para reacções cutâneas localizadas);
  • Sprays nasais com componente anti-histamínica.

A escolha da forma de administração depende da localização e gravidade dos sintomas, da idade do doente e de possíveis interacções com outros medicamentos. Consulte sempre o seu farmacêutico ou médico antes de iniciar qualquer tratamento.

Efeitos Secundários e Precauções a Ter em Conta

Embora os anti-histamínicos sejam geralmente bem tolerados, existem efeitos secundários possíveis que variam consoante a geração do fármaco e a sensibilidade individual:

  • Sonolência (mais frequente nos de primeira geração);
  • Boca seca, visão turva e retenção urinária (efeitos anticolinérgicos);
  • Dores de cabeça e náuseas (mais raras nos de segunda geração);
  • Interacções com álcool, ansiolíticos e outros depressores do sistema nervoso central.

O INFARMED — Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde disponibiliza informação detalhada sobre medicamentos autorizados em Portugal, incluindo as respectivas fichas técnicas e folhetos informativos.

De acordo com a EFSA (Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos), a histamina pode também ser ingerida através de certos alimentos fermentados, podendo desencadear reacções em pessoas sensíveis — situação distinta da alergia mediada por IgE, mas igualmente relevante do ponto de vista clínico.

Para mais informação sobre alergias e cuidados preventivos, a Direcção-Geral da Saúde disponibiliza recursos sobre doenças alérgicas no seu portal oficial.

Quando Deve Consultar um Profissional de Saúde?

Os anti-histamínicos de venda livre podem ser usados para sintomas ligeiros e bem identificados. No entanto, deve consultar um médico ou farmacêutico se:

  • Os sintomas persistirem ou agravarem após alguns dias de tratamento;
  • Tiver dúvidas sobre a causa dos sintomas;
  • For criança, grávida, a amamentar ou idoso;
  • Estiver a tomar outros medicamentos regularmente;
  • Tiver antecedentes de doenças cardíacas, hepáticas ou renais.

Lembre-se: o farmacêutico é um profissional de saúde acessível e qualificado para o orientar na escolha do anti-histamínico mais adequado ao seu caso.

Perguntas frequentes

Os anti-histamínicos curam a alergia?

Não. Os anti-histamínicos bloqueiam os efeitos da histamina e aliviam os sintomas alérgicos, mas não eliminam a causa da alergia. Para um tratamento dirigido à causa, como a imunoterapia, é necessário consultar um alergologista.

Posso tomar anti-histamínicos todos os dias?

Os anti-histamínicos de segunda geração são frequentemente prescritos para uso diário no contexto de rinite alérgica crónica, sendo geralmente bem tolerados a longo prazo. Contudo, qualquer uso prolongado deve ser supervisionado por um médico ou farmacêutico.

Os anti-histamínicos causam sempre sonolência?

Não necessariamente. Os de primeira geração têm maior efeito sedativo. Os de segunda geração — como a cetirizina, loratadina ou bilastina — foram desenvolvidos precisamente para minimizar este efeito, sendo mais adequados para uso diurno.

 

Pagina precedente
Articolo successiva
Torna a A TUA FARMÁCIA BLOG