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Porque me dói a anca depois de correr? Causas e o que fazer

Dor na anca depois de correr: porque acontece?

A corrida é uma das formas de exercício mais praticadas em Portugal, mas também uma das que mais sobrecarrega as articulações dos membros inferiores. A anca, em particular, é uma zona muito exigida a cada passada. Se já sentiu dor na anca após correr, saiba que não está sozinho — e que existem várias razões possíveis para essa sensação de desconforto, dor aguda ou rigidez que surgem durante ou após o treino.

Identificar a causa é o primeiro passo para tratar corretamente e, acima de tudo, para prevenir lesões mais graves. Neste artigo explicamos as causas mais frequentes de dor na anca em corredores, o que pode fazer em casa e quando deve procurar ajuda médica.

Causas mais comuns de dor na anca em corredores

1. Síndrome da banda iliotibial

A banda iliotibial é uma faixa de tecido conjuntivo que percorre a parte lateral da coxa, desde a anca até ao joelho. Quando tensionada em excesso — algo frequente em corredores — pode causar dor lateral na anca e no joelho. Esta é uma das lesões de sobrecarga mais comuns em praticantes de corrida de fundo.

2. Bursite do trocânter

A bursite ocorre quando as bursas — pequenas bolsas com líquido que funcionam como amortecedores entre tendões e ossos — ficam inflamadas. No caso da anca, a bursite trocantérica manifesta-se como uma dor na parte exterior da anca, que piora ao correr, ao subir escadas ou ao deitar sobre o lado afetado.

3. Tendinopatia dos flexores da anca

Os músculos flexores da anca são intensamente solicitados na corrida. Uma sobrecarga repetida pode provocar irritação e inflamação dos tendões associados, resultando em dor na parte anterior (frontal) da anca, especialmente ao levantar a perna ou ao acelerar o ritmo.

4. Síndrome da anca em ressalto

Também chamada de "anca em clique", esta condição caracteriza-se por uma sensação de estalido ou ressalto na articulação da anca durante o movimento. Pode ser indolor ou acompanhada de dor, e resulta geralmente de tendões que deslizam sobre estruturas ósseas. É mais comum em corredores que aumentam subitamente o volume de treino.

5. Artrose da anca (coxartrose)

Em corredores mais velhos ou com predisposição genética, a dor pode estar relacionada com desgaste da cartilagem articular — a chamada coxartrose. A dor tende a ser mais profunda, localizada na virilha, e pode irradiar para a coxa ou joelho. Neste caso, a avaliação médica é indispensável.

6. Fadiga muscular e fraqueza dos glúteos

Uma causa frequentemente negligenciada é a fraqueza dos músculos glúteos. Quando estes músculos não estão suficientemente fortes, outras estruturas — como os tendões e a articulação da anca — acabam por compensar o esforço, ficando sobrecarregadas. Incorporar exercícios de fortalecimento do glúteo médio e glúteo máximo na rotina de treino pode fazer uma diferença significativa.

O que fazer quando a anca dói após correr

Repouso e gelo nas primeiras horas

Nas primeiras 24 a 48 horas após o início da dor, o repouso é fundamental. Aplicar gelo durante 15 a 20 minutos, várias vezes ao dia, pode ajudar a reduzir a inflamação. Após esse período inicial, o calor pode ser mais indicado para relaxar os tecidos e promover a circulação local.

Calor terapêutico para alívio continuado

Para dores mais persistentes ou de carácter muscular, o calor terapêutico pode ser um aliado eficaz. As Thermacare Faixa Térmica Lombar Anca x2 são uma opção prática para aplicar calor contínuo e controlado diretamente na zona afetada, sem necessidade de estar ligado a uma tomada. Para utilizadores com necessidade de uso mais prolongado, as Thermacare Faixa Térmica Lombar Anca x4 oferecem maior quantidade de unidades para um tratamento de maior duração. Consulte sempre o farmacêutico sobre a utilização adequada destes produtos.

Alongamentos e mobilidade

Assim que a fase aguda passar, alongamentos suaves dos flexores da anca, glúteos e banda iliotibial podem ajudar a restaurar a mobilidade e reduzir a tensão. Realize-os com suavidade, sem forçar a amplitude de movimento.

Rever o equipamento e a técnica de corrida

Sapatilhas desadequadas, pisada incorreta ou superfícies muito duras podem contribuir para dores na anca. Vale a pena fazer uma análise da pisada e garantir que o calçado está em boas condições. Além disso, aumentar o volume ou a intensidade dos treinos de forma progressiva é essencial para evitar sobrecargas.

Quando consultar um profissional de saúde?

A dor na anca após correr nem sempre é motivo de alarme, mas existem sinais que não devem ser ignorados. Procure um médico ou fisioterapeuta se:

  • A dor persistir por mais de uma semana sem melhoria;
  • Sentir dor em repouso ou durante a noite;
  • A dor for acompanhada de inchaço visível, vermelhidão ou calor local;
  • Tiver dificuldade em apoiar o peso do corpo na perna afetada;
  • A dor irradiar para a coxa, joelho ou região lombar.

De acordo com a Direção-Geral da Saúde, a prática regular de exercício físico traz inúmeros benefícios para a saúde, mas deve ser feita com responsabilidade e respeito pelos sinais do próprio corpo.

Prevenção: como evitar dores na anca ao correr

A melhor estratégia é sempre a prevenção. Algumas medidas que fazem diferença no dia a dia do corredor:

  • Aquecimento adequado antes de cada treino;
  • Alongamentos regulares, especialmente após a corrida;
  • Treino de força complementar, com foco nos glúteos e core;
  • Progressão gradual do volume e intensidade dos treinos;
  • Alternância de superfícies de treino (evitar correr sempre em asfalto);
  • Descanso suficiente entre sessões de treino intenso.

Estudos publicados no PubMed confirmam que a fraqueza dos músculos abdutores da anca está frequentemente associada a lesões em corredores, reforçando a importância do fortalecimento muscular como medida preventiva.

Se tiver dúvidas sobre qual o produto mais indicado para o seu caso ou sobre como gerir a recuperação de uma dor na anca, não hesite em consultar o farmacêutico — um profissional de saúde sempre disponível para o aconselhar. Pode também recorrer à Linha SNS 24 (808 24 24 24) para aconselhamento inicial.

Perguntas frequentes

A dor na anca depois de correr é sinal de lesão grave?

Nem sempre. Muitas vezes trata-se de uma sobrecarga muscular ou tendinosa que melhora com repouso e cuidados básicos. No entanto, se a dor persistir por mais de uma semana, piorar em repouso ou for acompanhada de outros sintomas, deve consultar um médico ou fisioterapeuta para uma avaliação adequada.

Posso continuar a correr se me dói a anca?

Depende da intensidade e da causa da dor. Dores ligeiras e passageiras podem não exigir paragem total, mas correr "em cima da dor" pode agravar uma lesão. O ideal é reduzir a intensidade, optar por atividades de baixo impacto (como natação ou bicicleta) e procurar ajuda profissional se a dor não melhorar rapidamente.

As faixas térmicas ajudam na dor na anca?

O calor terapêutico pode ser útil para relaxar os músculos tensos e aliviar dores de carácter muscular ou tendinoso, especialmente fora da fase inflamatória aguda. Produtos como as faixas térmicas Thermacare para a anca são uma opção prática para uso diário. Consulte o seu farmacêutico para perceber se são adequadas ao seu caso específico.

A corrida em piso duro pode causar dor na anca?

Sim. Superfícies muito duras, como asfalto ou betão, aumentam o impacto transmitido às articulações a cada passada. Alternar com pisos mais macios (como terra batida ou relva) e garantir que as sapatilhas têm amortecimento adequado são medidas simples que ajudam a proteger a anca.

Quando devo ir às urgências por dor na anca após correr?

Deve procurar urgência hospitalar se a dor for muito intensa e súbita, se tiver sofrido uma queda ou traumatismo, se não conseguir apoiar o peso na perna, ou se a zona estiver muito inchada e quente.

 

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